Diversos textos e colóquios educacionais discutem qual seria a função social da escola. Instrumentalizar os alunos com os conteúdos escolares, dizem alguns. Outros propõem que a escola deva formar o cidadão para o convívio na sociedade, o trabalho e a vida social. Estes dois aspectos são importantes, porém, inúteis se a escola não for um espaço para auto reflexão e de construção da identidade.
Em um de seus textos, Ruben Alves, afirma que é preciso que a educação encoraje o vôo e não engaiole o indivíduo, antes disso, é preciso “saber-se pássaro” que é a constituição da consciência pessoal, sua identidade, direitos e deveres. Só entende o outro quem é consciente de si. Em outras palavras, somente entendo o outro, a partir do que conheço de mim.
Entender que a escola além de criar oportunidades de aprendizagem de conhecimentos desenvolvidos pela humanidade ao longo dos séculos, deve mostrar que este conhecimento foi produzido, modificado, refeito, e , portanto historicizado.
O conhecimento produzido pelos homens na história está em diálogo com o aluno (que também possui uma história, uma linguagem, valores e sentidos). O conhecimento quer ser ouvido e quer ouvir.
Entender a escola como espaço da aprendizagem da autoconsciência, dos limites pessoais, da construção de significados e sentidos próprios, de direitos e deveres é mostrar que todo conhecimento escolar pode ter sentido individual para o educando. O aluno, neste sentido, não é um sujeito desumanizado e passivo, mas um agente da História e, em primeiro lugar, da sua própria história de vida.
Você já escutou o conhecimento hoje?
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